Como gráficas podem se preparar para as demandas de sustentabilidade no Brasil

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01 de Setembro de 2025

Imagine uma gráfica acolhedora, eficiente e com olhar moderno para o futuro. Esse é o tipo de empresa que os clientes estão buscando e que o mercado exige cada vez mais. Mas falar de sustentabilidade não significa somente o cumprimento de normas e regulamentações. É possível comunicar com clareza, sem perder a pegada técnica. Vamos juntos?


Talvez você se pergunte…


“O que tenho que fazer hoje, e o que faz diferença de verdade?”


O ponto de partida


O primeiro passo é conectar suas operações à realidade ambiental que já bate à porta: o gerenciamento responsável de resíduos e o uso consciente de recursos. Isso não é apenas responsabilidade legal; é valorização de marca, eficiência operacional e, quando bem comunicado, atratividade junto aos clientes: editoras, agências publicitárias, o varejo, que já têm olhar atento para essas questões.


Uma abordagem leve, mas fundamentada


Como gráfica, você precisa:


• Ter um PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) estruturado. Isso ajuda a entender o que está gerando e como encaminhar corretamente os resíduos.


• Fazer o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e declarar o inventário anual (SINIR), mostrando que tudo está sendo feito dentro da lei, com transparência.


• Classificar resíduos segundo a NBR, cuidando para cada material (como solventes, embalagens, trapos) ter o destino correto e seguro.


• Se produz embalagens ou impressos que entram em contato com alimentos, já fique atento às exigências da Anvisa, garantindo segurança desde a criação até a entrega.


O que as marcas mais exigentes pedem


Hoje, no mercado global:


• A rastreabilidade do papel, atestada por selos como FSC ou PEFC, é cada vez mais requisitada, especialmente para materiais que serão consumidos, distribuídos ou integrados em embalagens.


• Alguns clientes pedem ainda mais: boas práticas ambientais, controle de consumo de energia, água e até inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Não é lei obrigatória ainda, mas mostra um nível de maturidade que gera visibilidade positiva.


E como você começa sem paralisar tudo?


• Identifique o que já funciona: quem cuida dos resíduos na sua gráfica hoje? Como vocês descarregam tintas, solventes, papéis?


• Dê os primeiros passos claros: garanta que o PGRS, o cadastro no sistema SINIR e o MTR estejam ativos. Isso faz uma enorme diferença no dia a dia e no discurso com clientes.


• Foque no que agrega: adotar um selo de rastreabilidade (como FSC) e mostrar isso num portfólio faz sua gráfica brilhar. É um diferencial simples que soma muito.


 O que vai mudar no seu negócio


• Redução de riscos ambientais e legais, com implicações práticas e cotidianas 


• Melhor percepção no mercado, porque clientes que ligam para sustentabilidade vão enxergar empenho real, não só palavras bonitas.


• Maior eficiência, com menos desperdício, menos retrabalho, e processos mais claros.


 No setor gráfico, sustentabilidade já não é apenas uma tendência, mas uma exigência de mercado. E é justamente nesse caminho que a ABRO atua: apoiando as gráficas associadas com informação, orientação e oportunidades para que cada empresa esteja preparada para atender às novas demandas ambientais. Juntas, as gráficas com rotativas mostram que é possível crescer de forma inovadora, responsável e sustentável.


 

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